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CÂNCER DE MAMA
DIAGNÓSTICO
São três os procedimentos básicos no rastreamento e no diagnóstico do câncer de mama:
- Auto-exame das mamas;
- Exame clínico das mamas;
- Mamografia.
Como procedimentos auxiliares no diagnóstico, temos:
- Ultra-sonografia;
- Exame citológico (punção aspirativa com agulha fina e citologia da descarga papilar);
- Exame histopatológico (biópsia).
O ESTADIAMENTO
Para que possamos afirmar que se um tumor está em estádio avançado ou não, usa-se um artifício para a classificação dos tumores, criado pela União Internacional Contra o Câncer (UICC), denominado estadiamento, baseando-se no fato de que os tumores seguem um curso biológico comum.
Esta avaliação tem como base a dimensão do tumor (T), a avaliação da extensão aos linfonodos (N) e a presença ou não de metástases à distância (M). Após a avaliação destes fatores, os casos são classificados em estádios que variam de I a IV graus crescentes de gravidade da doença.
Portanto, o estadiamento clínico é importante porque permite estabelecer a extensão e a gravidade da doença, planejar o tratamento, dar o prognóstico, ou seja, prever a evolução das enfermidades, e, finalmente, grupar os casos para estudo e pesquisa.
A FORMAÇÃO DO CÂNCER DE MAMA
A formação de um câncer de mama depende de um processo seqüencial de 3 etapas: iniciação, promoção e progressão. A iniciação é de origem genética, ou seja, depende de lesão no DNA cromossômico, herdada ou adquirida, que leva à perda de regulação do ritmo de multiplicação celular.
Na maioria dos casos, a lesão no DNA é esporádica, não hereditária, e acontece durante a vida do indivíduo. Entre 5 e 10% dos casos dependem de uma alteração genética familiar, já herdada ao nascimento, que faz com que a mulher seja mais propensa ao câncer de mama.
Por fim, na fase de propensão, as células tumorais tendem a invadir uma camada que dá sustentação ao tecido dos ductos mamários chamada membrana basal. Se não houver infiltração de membrana basal o tumor é considerado não invasor, ou in situ . Se houver infiltração, é invasor. Só neste caso, passa a existir chance de se atingir pequenos vasos sangüíneos e capilares linfáticos, que podem deportar as células alteradas até outros órgãos, como ossos, pulmões e fígado.
O câncer de mama pode ocorrer em mulheres e homens. Aproximadamente para cada 200 casos de câncer de mama em mulheres existe um em homens.
DIAGNÓSTICO PRECOCE
Significa descobrir a doença no começo. No caso do câncer de mama, isto é muito importante. Apesar de ser um tumor maligno, pode ser curado se descoberto a tempo, o que nem sempre é possível, pois as mulheres têm medo tanto do diagnóstico como do tratamento, que pode incluir a retirada da mama (mastectomia) e a quimioterapia.
No entanto, o câncer pode ser tratado sem retirar a mama, e nem todas as pacientes precisam fazer quimioterapia! Muitas mulheres descobrem um caroço na mama e demoram a procurar atendimento médico. Esta perda de tempo pode diminuir as chances de cura. O ideal é descobrir o nódulo antes que ele se torne palpável, através da mamografia.
O câncer de mama, quando descoberto no início, pode ser tratado sem a necessidade de retirar a mama.
Fonte: Portal Unimeds
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