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CÂNCER DE MAMA
PREVENÇÃO
DETECÇÃO PRECOCE
As formas mais eficazes para detecção precoce do câncer de mama são o exame clínico e a mamografia.
O rastreamento do câncer de mama feito pela mamografia, com periodicidade de um a três anos, reduz significativamente a mortalidade em mulheres de 50 a 70 anos. Nas mulheres com menos de 50 anos, existe pouca evidência deste benefício.
O Instituto Nacional de Câncer recomenda que o Exame Clínico das Mamas (ECM) seja realizado a cada três anos pelas mulheres com menos de 35 anos, a cada dois anos pelas mulheres entre 35 e 39 anos, e anualmente pelas mulheres entre 40 e 49 anos. As mulheres na faixa etária entre 50 e 70 anos devem submeter-se ao exame anual ou semestralmente, sendo a mamografia indicada em casos suspeitos e de alto risco.
RECOMENDAÇÕES DO INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER
AEM - auto exame das mamas
ECM - exame clínico das mamas
Idade acima de 35 anos:
AEM: mensal
ECM: pelo menos a cada 2 anos
Mamografia: pelo menos a cada 2 anos
Idade entre 35 a 39 anos (suspeita):
AEM: mensal
ECM: pelo menos a cada 2 anos
Mamografia: só se houver
Idade entre 40 a 49 anos:
AEM: mensal
ECM: pelo menos a cada 2 anos
Mamografia: só se houver
Idade a partir dos 50 anos:
AEM: mensal
ECM: 1 a 2 vezes por ano
Mamografia: só se houver
MAMOGRAFIA
Este exame é muito simples: consiste em colocar a mama entre 2 placas de acrílico, que a comprimirá. É importante saber que para fazer um exame adequado é necessário apertar um pouco a mama. Portanto, pode incomodar se for realizado quando as mamas estiverem dolorosas (por exemplo: antes da menstruação). Assim, deve ser feito cerca de uma semana após a menstruação.
É um exame obrigatório em mulheres com mais de 40 anos ou já a partir dos 35, quando existirem muitos casos de câncer de mama na família. Geralmente é realizado uma vez ao ano. Em mulheres com menos de 35 anos, normalmente não é necessário fazer este exame devido à característica própria da glândula nessa idade.
A radiação recebida pela paciente durante a realização do exame é um pouco maior do que no caso de uma chapa de pulmões, portanto não é prejudicial. A mamografia permite descobrir o câncer de mama quando o tumor é bem pequeno e ainda não é percebido na palpação.
FATORES DE RISCO GENÉTICOS E CLÍNICOS
Genéticos
Entre os vários aspectos relacionados com o risco de desenvolvimento do câncer de mama, o fator familiar é, talvez, o mais aceito na comunidade científica. Mulheres com mãe ou irmã com câncer de mama apresentam duas a três vezes mais risco; e, se ambas, mãe e irmã, tiverem a doença, o risco aumenta ainda mais, especialmente se a doença delas tiver ocorrido antes da menopausa.
Clínicos
As mulheres que já apresentaram câncer em uma das mamas têm maiores probabilidades de vir a desenvolver câncer na outra mama, já que todos os fatores determinantes do câncer de mama (genéticos, hormonais etc.) permanecem e se direcionam à outra mama.
Considera-se que as hiperplasias mamárias, que fazem parte do grupo das chamadas alterações funcionais benignas da mama, apresentam um risco relativo aumentado para o câncer de mama. As hiperplasias atípicas têm um risco maior que as típicas.
Fonte: Portal Unimeds
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