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DIABETES
SAIBA MAIS:
Quando se desenvolve a Neuropatia diabética?
Pessoas com diabetes podem desenvolver problemas nos nervos a qualquer hora. A neuropatia pode desenvolver-se nos primeiros 10 anos depois de diagnosticada o diabetes e o risco de neuropatia em desenvolvimento aumenta ao longo do tempo de diabetes.
Neuropatia diabética parece ser mais comum em fumantes, pessoas com mais de 40 anos de idade, e os que tiveram problemas em controlar os níveis de glicemia.
Quais os sintomas de Neuropatia Diabética?
Os sintomas da neuropatia diabética variam desde adormecimentos e formigamento nos pés como também algumas pessoas não notam nenhum sintoma. No início os sintomas são leves e acontecem em um período longo de tempo Em algumas pessoas, principalmente nas atingidas por neuropatia local, o começo da dor pode ser súbito e severo.
Quais os tipos de Neuropatia?
A neuropatia pode ser difusa, quando afeta muitas partes do corpo, ou local, afetando um único nervo e parte do corpo.
Neuropatia difusa:
As duas categorias de Neuropatia difusa são a Neuropatia periférica, que afeta os pés e mãos e a Neuropatia Visceral, que afeta os órgãos internos.
Neuropatia periférica :
O tipo mais comum de Neuropatia periférica danifica os nervos dos membros, inferiores, especialmente dos pés. Nervos de ambos os lados do corpo são afetados. Sintomas comuns deste tipo de Neuropatia são: adormecimento ou insensibilidade à temperatura, formigamento, queimação, ou "agulhadas".
Dores agudas ou câimbras. sensibilidade extrema para tocar, até mesmo toques leves. Perda de equilíbrio e coordenação. Estes sintomas são freqüentemente piores à noite. Os danos nos nervos resultam da perda de reflexos e fraqueza nos músculos. Devido a perda de sensação, feridas podem passar despercebidas e podem infectar. Se os pés não são tratados a tempo, a infecção pode envolver o osso e pode requerer amputação. Porém, normalmente estes problemas podem ser evitados se são tratados a tempo.
Neuropatia Visceral :
É outra forma de Neuropatia difusa Afeta os nervos do coração e órgãos internos e produzem mudanças em muitos processos e sistemas, também afeta freqüentemente os órgãos que controlam a micção e a função sexual. Danos nos nervos podem impedir a bexiga de esvaziar completamente, assim bactérias crescem mais facilmente na área urinária (bexiga e rins).
Quando os nervos da bexiga forem danificados, uma pessoa pode ter dificuldades para saber quando a bexiga está cheia ou controlar isto, resultando em incontinência urinária. O dano nos nervos e problemas circulatórios causados pela diabetes também podem conduzir a uma perda gradual da resposta sexual em homens e mulheres, embora o desejo sexual esteja inalterado. Um homem pode não ter ereções ou alcançar o orgasmo sem ejacular.
Sistema cardiovascular :
A Neuropatia Visceral pode afetar o sistema cardiovascular que controla a circulação do sangue ao longo do corpo. Danos neste sistema interferem com os impulsos dos nervos de várias partes do corpo que sinalizam a necessidade de sangue e regulam a pressão sangüínea. Como resultado, a pressão sangüínea pode abaixar subitamente, depois de sentar-se ou estar de pé, fazendo uma pessoa sentir-se atordoada, ou até mesmo desmaiar.
A Neuropatia que afeta o sistema cardiovascular também pode afetar a percepção às dores no coração. As pessoas podem não experimentar angina como um sinal de advertência de doenças no coração ou podem sofrer ataques no coração indolores. Também pode aumentar o risco de um ataque do coração durante uma anestesia geral.
Neuropatia local:
Ocasionalmente, a Neuropatia diabética aparece de repente e afeta nervos específicos, no dorso, perna, ou cabeça. Neuropatia local podem causar: Dor na parte frontal da coxa. Dor severa na parte mais baixa de trás ou pélvis. Dor no tórax, estômago, ou flanco. Tórax ou dor abdominal às vezes equivocadas para angina, ataque de coração, ou apendicites. Embora a Neuropatia local possa ser dolorosa, tende a melhorar por si só depois de um período de semanas ou meses sem causar danos a longo prazo.
Pessoas com diabetes também são propensas a neuropatias de compressão em desenvolvimento. A forma mais comum de Neuropatia de compressão é a síndrome de Túnel do Carpo. Formigando das mãos são os sintomas mais comuns. Fraqueza muscular também podem ocorrer.
Como tratar a Neuropatia Diabética?
O Tratamento ajuda aliviar o desconforto e prevenir danos de tecido adicional. O primeiro passo é deixar o açúcar do sangue sob controle com dieta e drogas de uso oral ou injeções de insulina, monitorando os níveis de açúcar no sangue. O bom controle glicose no sangue pode ajudar a prevenir o começo de problemas adicionais. Outra parte importante do tratamento envolve especial cuidado dos pés que são propensos a problemas.
São usados vários medicamentos e outras medidas para aliviar os sintomas da Neuropatia diabética.
Alívio de Dor - para, queimação, formigamento, ou adormecimento, o médico pode sugerir um analgésico ou drogas antiinflamatórias que deverão ser usadas com precaução em pessoas com doença renal. Medicamentos antidepressivos e medicamentos para nervos podem ser úteis. Outras drogas às vezes são prescritas para uso em curto prazo para aliviar dores severas.
Cuidados com os pés são importantes para pessoas com neuropatia Diabética?
Sim. Pessoas com diabetes precisam ter cuidados especiais com os pés. A neuropatia e doenças dos vasos sangüíneos ambos aumentam o risco de úlceras no pé. Por causa da perda de sensibilidade causada pela neuropatia, feridas ou danos aos pés podem não ser notados e podem ser ulcerados. Sabe-se que quase três quartos das amputações foram causados por neuropatia e circulação deficiente e que poderiam ser prevenidas com cuidados nos pés dos pés
Há algum tratamento experimental para neuropatia diabética?
Várias drogas novas são objeto de estudo para prevenir ou eventualmente reverter a neuropatia diabética. Porém, são requeridas provas extensas para estabelecer a segurança e a eficácia dessas drogas antes de serem aprovadas para uso pelo (FDA) Food And Drogs Administration, órgão americano que regulamenta alimentos e medicamentos, equivalente ao ministério da saúde no Brasil.
Existem estudos com um tratamento que consiste em suplementação de mioinositol. Outra área de pesquisa se preocupa com o uso de uma droga chamada aminoguanidine. Em animais, esta droga bloqueia o cruzamento e a união de proteínas que acontece mais depressa do que o normal em tecidos expostos a níveis altos de glicose. Ainda é cedo para determinar em testes clínicos os efeitos do aminoguanidine em humanos. Uma promessa que apareceu envolve o uso de inibidores de aldose-reductase (ARIs).
Os inibidores de aldose-reductase são uma classe de drogas que bloqueiam a formação do sorbitol de álcool de açúcar que sabidamente danifica os nervos. Os cientistas esperavam que estas drogas prevenissem e pudessem até mesmo reverter danos nos nervos. Mas tentativas clínicas mostraram que estas drogas têm importantes efeitos colaterais e, por causa disso, elas não estão disponíveis para uso clínico.
Diabetes e hipertensão arterial
A hipertensão e a diabetes são doenças inter-relacionadas que, se não tratadas, aumentam o risco de doença vascular arterosclerótica (enfartes do miocárdio, acidentes vasculares cerebrais e doença dos membros inferiores).
A hipertensão agrava ainda a microangiopatia, principalmente a nefropatia diabética, para a qual é um fator de risco maior. A hipertensão é duas vezes mais comum em diabéticos e aumenta com a idade. No momento do diagnóstico do diabetes, a hipertensão já existe em cerca de 40% dos doentes, o que sugere uma associação de mecanismos entre as duas: a obesidade e resistência à insulina levam à hipertensão e esta agrava a intolerância à glicose.
Na maioria dos casos não se encontra uma causa para a hipertensão, é essencial (sem causa removível identificável), em particular na diabetes tipo II. No diabetes tipo I, é muitas vezes devida à nefropatia, que ocorre em uma a cada três pessoas diabéticas com mais de 15 anos de doença, contra apenas uma em cada cinco de diabéticos tipo II.
Nos diabéticos, a hipertensão sistólica isolada (só elevação da Pressão Arterial máxima) é mais freqüente que nos não diabéticos e constitui também, ao contrário do que se supunha anteriormente, um risco acrescido de complicações cardiovasculares, principalmente de acidente vascular cerebral (trombose ou hemorragia cerebral).
Nos casos em que existe neuropatia concomitante, a pressão arterial é mais elevada na posição de decúbito (deitada) podendo haver baixa significativa dos valores ao passar para a posição de pé (hipotensão ortostática).
É muito importante definir grupos especiais de risco que têm a ver com a presença ou não de outros fatores de risco, como a dislipidemia (alterações das gorduras no sangue), o tabaco, o excesso de peso e a inatividade física.
Está provado que se conseguem reduções maiores do risco cardiovascular só deixando de fumar do que só tratando a hipertensão com drogas. A presença de proteínas na urina (proteinúria), mesmo em pequenas quantidades (microalbuminúria), é um marcador de risco ao qual deve ser dados a maior atenção e que deve fazer parte do controle habitual do diabético hipertenso.
Os níveis de pressão arterial desejáveis no diabético são substancialmente inferiores ao da população em geral, 130/85 mmHg segundo as recomendações internacionais e com um máximo aceitável de 140/90 mmHg.
Estas recomendações sugerem que a pressão arterial deve ser avaliada pelo menos de 3-3 meses, quando estabilizada e de forma mais freqüente (uma ou duas vezes por semana) se estiver instável. O controle deve ser feito em conjunto com o autocontrole do diabetes já que valores elevados de glicemia ou de PA têm impacto recíproco.
Hoje, pode-se ainda recorrer a aparelhos mais sofisticados de medição ambulatorial de pressão arterial (MAPA) que permitem a avaliação ao longo de 24 horas ou mais, definição do perfil ao longo do dia e noite e correlacionar a pressão arterial com diversas atividades e a toma dos medicamentos.
OUTRAS COMPLICAÇÕES:
Disfunção sexual:
Quando há excitação sexual no homem há ereção do pênis e na mulher há lubrificação da vagina. Tudo isto resulta de sinais enviados pelo cérebro através de nervos para os vasos sangüíneos da região. Na diabetes pode aparecer uma disfunção sexual.
Ela pode manifestar-se sob a forma de ejaculação retrógrada ou impotência sexual no sexo masculino e perda do desejo, incapacidade de orgasmo e déficit de lubrificação no sexo feminino. Estas alterações podem ter origem nas lesões dos nervos, mas também nos vasos sangüíneos.
Muitas das disfunções sexuais no diabético não têm origem em lesões orgânicas mas podem ter uma natureza psicológica. Existem hoje formas de tratar muitas destas situações com resultados muito satisfatórios.
A Impotência sexual:
A impotência é um problema importante que, embora oculto, é muito mais comum do que se pensa. É um problema que gera angústia e preocupação em todo aquele que, justificada ou injustificadamente, se considera vítima deste padecimento.
Estamos perante uma questão que afeta um número considerável de indivíduos, que gera problemas psicológicos e de relação severos e que, ao contrário do que habitualmente se pensa, tem possibilidades reais de tratamento e cura.
No homem com impotência a associação à idéia de falta de virilidade e o sentimento de vergonha ou culpa mediante temas relacionados com a sexualidade, fazem com que muitos impotentes, ou que se crêem ser, adotem uma atitude resignada e fatalista mediante o seu problema, sem procurarem nenhum tipo de ajuda, ou recorrendo a certos medicamentos tradicionais, que longe de resolver o seu problema, tornam-no mais grave e conduzem a uma progressiva perda de esperança.
A impotência pode ter solução a maioria das vezes, mesmo naqueles casos em que não se identifica com clareza uma causa. Podemos hoje em dia aplicar tratamentos que melhoram em grande medida estas alterações. O resultado é a possibilidade de levar uma vida sexual satisfatória
Adoçantes :
Os adoçantes dietéticos são, em sua maioria, compostos a partir de substâncias não calóricas, naturais ou sintéticas, conhecidas como edulcorantes. Estes edulcorantes são mais doces que o açúcar branco e responsável pelo sabor dos adoçantes de mesa.
Dentro das dosagens permitidas, essas substâncias ainda são uma opção bem mais saudável para o paciente diabético do que o açúcar. Suas particularidades começam na classificação em dois grupos principais: as calóricas e as não calóricas.
As substâncias calóricas (ou edulcorantes calóricos) são mais utilizadas para diluir ou dar textura ao adoçante ou ao alimento dietético, do que propriamente adoçar o produto.
Aliás, comer compulsivamente produtos diet ou se exceder nas doses dos adoçantes, além de elevar a glicose, prejudica o paladar. Isto porque a maioria provoca um gosto residual amargo após certa quantidade.
A cada dia as indústrias estão encontrando mais alternativas para o paciente desfrutar do paladar dos alimentos sem precisar sair da dieta. Mas é importante conhecer o que se está levando para casa. Não basta apenas saber as características dos edulcorantes. É fundamental se habituar a ler o rótulo dos produtos, tentando identificar cada ingrediente.
Com a nova legislação sobre diets e lights, esta tarefa ficou ainda mais fácil, já que as empresas são obrigadas a incluir na embalagem todos os itens, sem exceção. Outra dica importante é observar se vem escrito: "isento de açúcar" ou "indicado para diabéticos", além do registro do Ministério da Saúde.
É bom saber que o consumo excessivo de produtos contendo edulcorantes calóricos pode provocar elevação na taxa de glicemia ou diarréia. Por isso, pegue leve e fique atento à fórmula do que vai consumir.
A frutose e o sorbitol, edulcorantes mais utilizados, podem ser consumidos desde que estejam dentro da dieta prescrita pelo médico. Mas o paciente precisa estar bem compensado e saber que eles vão trazer mais calorias às suas refeições. É um erro comum pensar que esses alimentos podem ser comidos à vontade, só porque são dietéticos.
Edulcorantes não calóricos:
- Ciclamato
- Sacarina
- Acesulfame-k
- Steviosídeo
- Sucralose
Aspartame (a exceção à regra: apesar de calórico, na dosagem recomendada tem calorias desprezíveis, por causa do seu poder de adoçamento).
Edulcorantes calóricos:
- Sorbitol
- Manitol
- Xilitol
- Lactose
- Frutose
- Malto dextrina
Características principais dos edulcorantes:
Sacarina - Primeira substância adoçante sintética a ser descoberta, tem poder adoçante 500 vezes maior do que a sacarose. Em altas concentrações deixa sabor residual amargo, e não é metabolizado pelo organismo. É de fácil solubilidade e estável em altas temperaturas. Em 1986 foi comprovada sua segurança para a saúde através de diversos trabalhos técnicos-científicos.
Ciclamato - Descoberto em 1939, só entrou no mercado a partir da década de 50. Como a sacarina, é outro edulcorante artificial largamente usado no setor alimentício, sendo aplicado em adoçantes de mesa, bebidas dietéticas, geléias, sorvetes, gelatinas etc. Já foi liberado nos EUA da suspeita de ser cancerígeno.
Com o menor poder adoçante, é 40 vezes mais doce que a sacarose, não calórico e possui sabor agradável e semelhante ao açúcar refinado (apresentando um leve gosto residual). Não é metabolizado pelo organismo, nem perde a doçura quando submetido a altas/baixas temperaturas e meios ácidos.
Aspartame - Edulcorante artificial descoberto em 1965. Possui sabor agradável e semelhante ao açúcar branco, só que com potencial adoçante 200 vezes maior, permitindo o uso de pequenas quantidades. Seu valor energético corresponde a 4 calorias/grama. Muito usado pela indústria alimentícia, principalmente nos refrigerantes diet. Sensível ao calor, perde o seu poder de adoçamento em altas temperaturas.
A doçura também poderá diminuir quando muito tempo armazenado. É contra-indicado a portadores de fenilcetonúria, uma doença genética rara que provoca o acúmulo da fenilalanina no organismo, causando retardo mental.
Acesulfame-k - Criado em 1960, é o adoçante sintético de maior resistência ao armazenamento prolongado e a diferentes temperaturas. Adoça 200 vezes mais que a sacarose, seu gosto doce é percebido de imediato e em grandes doses deixa um leve sabor residual amargo.
Não é calórico e nem metabolizado pelo organismo. Pode ser usado como adoçante de mesa e numa infinidade de produtos. Embora seja rapidamente absorvida, 99 % da substância é eliminada em 24 horas pela urina, de forma inalterada. Vários estudos demonstraram ausência de indícios cancerígenos ou mutações na célula.
Stevia - Descoberta em 1905 e muito difundida no Japão, esta planta é originária da fronteira do Brasil com o Paraguai. Das suas folhas se extrai o steviosídeo, edulcorante natural de sabor doce retardado com poder adoçante 300 vezes maior do que a sacarose.
Tem boa estabilidade em altas ou baixas temperaturas. Pode ser consumida sem nenhuma contra-indicação por qualquer pessoa. Não produz cáries, nem é calórica, tóxica, fermentável ou metabolizada pelo organismo.
Sucralose - Descoberta em 1976, esta substância acaba de ser aprovada pela Administração de Drogas e Alimentos (FDA), dos EUA. Trata-se de um edulcorante sintético com poder adoçante 600 vezes maior do que a sacarose.
Não é calórico e possui sabor agradável. Também não é metabolizada pelo organismo, sendo eliminada por completo em 24 horas pela urina. Estável a temperaturas altas e baixas e em longos períodos de armazenamento. Pode ser usada como adoçante de mesa, em formulações secas (como refrescos e sobremesas instantâneas), em aromatizantes, conservantes, temperos, molhos prontos, compotas, etc. Não produz cáries, além de reduzir a produção de ácidos, responsáveis pela sua formação.
Sorbitol - Substância natural presente em algumas frutas, algas marinhas etc. Tem o poder edulcorante igual ao da sacarose e similar ao da glicose, não sendo aconselhável a pacientes obesos e diabéticos mal controlados.
Calórico, fornece 4 calorias/grama e ao ser absorvido se transforma em frutose no organismo. A frutose é transformada em glicose no fígado, mas como o processo é lento, não altera significativamente a glicemia. Não provoca cáries, não é tóxico e apresenta boa estabilidade. Resiste, sem perder seu potencial adoçante, a processos de aquecimento, evaporação e cozimento.
Manitol - Tem valor calórico equivalente ao da sacarose (4 calorias/grama), o poder edulcorante 70% superior e um sabor levemente adocicado e refrescante. Não produz fermentação no organismo, mas provoca um significativo efeito laxativo quando ingerido em doses elevadas. Quando absorvido pelo organismo estimula a secreção de insulina ao ser parcialmente convertido em glicose, porém não causa hiperglicemia. A OMS estabelece uma dose diária máxima de 50 a 150 mg / kg de peso corpóreo.
Xilitol - Fornece 4 calorias/grama e sabor semelhante ao da sacarose, apresentando uma sensação refrescante na saliva, que aumenta quando associado ao aroma de menta. É considerado um dos melhores preventivos contra cáries. Precaução: doses acima de 30 g/dia podem provocar diarréia quando consumido pela primeira vez
Frutose - É um edulcorante natural, de sabor agradável e extraído do açúcar das frutas. É importante o diabético estar bem compensado para usar produtos à base de frutose, já que a substância tem 4 calorias/grama. É uma vez e meia mais doce que a sacarose, com poder de adoçamento 173 vezes maior.
Excesso de frutose pode causar aumento de triglicerídeos e pessoas com problemas no metabolismo de lipídios e gorduras devem evitar o consumo desse edulcorante. Estudos comprovam que o uso por tempo prolongado dificulta a absorção do cobre, mineral importante na síntese da hemoglobina (responsável pela pigmentação dos glóbulos vermelhos).
Lactose - Açúcar extraído do leite muito usado como diluente nos adoçantes de mesa. Fornece 4 calorias/grama e precisa da presença de insulina para ser metabolizado no organismo. Seu potencial edulcorante é cerca de 15 % maior que a sacarose
Malto dextrina - Açúcar extraído do milho, também muito usado como diluente nos adoçantes artificiais. Como a lactose, é insulino-dependente e tem 4 calorias/grama, sendo cerca de 50% mais doce que a sacarose.
Dextrose - Outro açúcar derivado do milho com ampla aplicação na indústria alimentícia. Sua doçura é cerca de 70% maior que a da sacarose. Possui 4 calorias/grama e também necessita insulina para sua metabolização.
Complicações oculares :
O diabetes, quando mal controlado, pode desencadear uma série de complicações. Isso ocorre porque o excesso de glicose na corrente sangüínea afeta os pequenos vasos que transportam sangue para a retina. A manutenção destas taxas altas leva a doenças como catarata, glaucoma e a retinopatia diabética.
A Catarata pode ocorrer tanto em pessoas que têm diabetes quanto as que não têm. Nos pacientes diabéticos o surgimento pode se manifestar em idade ligeiramente mais precoce. A catarata embaça o cristalino (lente do olho que focaliza a luz na retina), impedindo a entrada da luz.
Alguns sinais de seu aparecimento são a visão enevoada, sensação de que precisa trocar os óculos e a dificuldade para ler ou realizar trabalhos de acuidade visual. Em estágio mais avançado o procedimento, recomendado pelos oftalmologistas, é a remoção do cristalino e substituí-lo por cristalinos artificiais.
A Retinopatia se divide em dois tipos: não proliferativa e proliferativa. Na não proliferativa é mais branda e se caracteriza pelo estreitamento ou enfraquecimento gradual dos pequenos vasos sangüíneos no olho. Na proliferativa, há um entupimento dos vasos, que pode evoluir para um vazamento.
Visão embaçada, manchas flutuantes nos olhos, perda de visão pelos lados dos olhos, dificuldade de enxergar à noite e para ler são os primeiros sintomas da doença. A retinopatia afeta a parte posterior do olho (retina) e pode ocorrer em pacientes que tem diabetes a um longo tempo e não mantêm um controle do diabetes.
O diagnóstico é feito através de exame de fundo de olho, utilizando um equipamento chamado oftalmoscópio e pode ser detectada muito tempo antes dos primeiros sintomas se manifestarem. O tratamento é feito com laser, que, em geral, estaciona o processo. É importante detectar e tratar precocemente porque, uma vez instalada, a retinopatia é irreversível.
O Glaucoma é o aumento de pressão no olho, graças ao acúmulo de líquido. A visão se torna embaçada e sem o tratamento adequado, pode-se até chegar a perda da visão. O glaucoma pode aparecer em pessoas com diabetes ou não, porém nos pacientes que não mantêm a glicemia sob controle, existe um risco ligeiramente maior de se manifestar.
CUIDADOS COM OS PÉS:
1 . Examine seus pés diariamente: Se for necessário, peça ajuda a um familiar ou use um espelho.
2 . Avise seu médico se tiver calos, rachaduras, alterações de cor ou úlceras.
3 . Use sempre meias limpas preferentemente de lã ou de algodão.
4 . Calce apenas sapatos que não lhe apertem, preferencialmente de couro. Não use sapatos sem meias.
5 . Sapatos novos devem ser usados aos poucos. Use-os nos primeiros dias apenas em casa por no máximo duas horas.
6 . Nunca ande descalço, mesmo em casa.
7 . Lave seus pés diariamente, com água morna e sabão neutro. Evite água quente. Seque bem os pés, especialmente entre o terceiro e quarto, quarto e quinto dedos.
8 . Após lavar os pés use hidratantes a base de lanolina
9 . Corte as unhas de forma retas, horizontalmente.
10 . Não remova os calos, nem procure corrigir unhas encravadas. Procure um tratamento profissional.
Fonte: Portal Unimeds
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